Vinho varietal, vinho de corte, já ouviu falar sobre eles? Pois hoje vamos explicar o que significa cada um e, como sempre, vamos dar sugestões de rótulos para você conhecer os dois tipos na prática. Ou melhor, no paladar!

Vinho varietal

Na teoria, o vinho varietal é aquele elaborado de uma única uva. Dependendo da região, entretanto, o conceito pode variar. Isso porque a legislação que regula a produção de vinhos de cada região pode ter um entendimento diferente dessa “pureza”.

Por exemplo, nos Estados Unidos e no Chile, um vinho varietal não precisa ser 100% de uma única uva. Ele deve somente 75% de uma mesma uva. Já na Alemanha o percentual é de 85%. Se existem vinhos 100%? Sim, por exemplo, os da região francesa de Borgonha são 100% de Pinot Noir.

Vinho de corte

Vinho de corte significa o mesmo que “blend” ou “assemblage”, caso você já tenha ouvido tais expressões e tenha ficado com dúvida se significavam coisas diferentes. Os três termos querem dizer a mesma coisa: indica que o vinho foi produzido a partir da mistura de duas ou mais uvas – podendo chegar até 14, como o rótulo francês Châteauneuf-du-Pape.

Essa mistura de uvas visa enriquecer o vinho, tanto em aromas como em sabores, cores, texturas, corpo e acabamento, tornando-o assim mais complexo. Esse processo costuma ser minucioso e exige do enólogo total conhecimento das particularidades de cada uva. O vinho de corte pode ser feito de uvas de uma mesma safra ou de safras diferentes.

Afinal, qual devo escolher? 

A pergunta, na verdade, deve ser: por que você tem que escolher entre um vinho varietal e um vinho de corte? Você pode apreciar igualmente os dois tipos. Um vinho que não é 100% de uma única uva não deve ser considerado de menos qualidade por causa disso, tampouco o contrário.

Pensando agora no seu conhecimento prático, selecionamos alguns rótulos especiais de ambos os tipos, e ainda damos umas  dicas de harmonização. Vamos ver?

Começamos então com o vinho varietal. Por exemplo, o Vinho Santa Ema Gran Reserva Carménère. O chileno possui coloração rubi e reflexos violetas, e os aromas são de cerejas, mirtilo, pimenta preta e notas de chocolate e baunilha. Escolha-o para acompanhar massas, carnes cozidas, queijos e legumes grelhados.

Outra sugestão de vinho varietal é o espanhol Vinho Faustino Rioja Vii, feito 100% da uva Tempranillo. O vinho possui coloração vermelho cereja e os aromas apresentam notas de frutas vermelhas maduras. Uma sugestão de vinho espanhol muito versátil, é perfeita para acompanhar carne assada com batatas grelhadas ou peixes e frutos do mar. Ah! Ele é ótimo até com nosso típico arroz e feijão.

Temos também o Vinho Balduzzi Grand Reserva Cabernet Sauvignon. Feito de Cabernet Sauvignon, tem notas doces, e de tabaco, além de especiarias de Carménère. Os aromas são de frutas negras maduras e de chocolate. Se estiver planejando um jantar especial, um pouco mais requintado, é a oportunidade perfeita para prová-lo. Sirva-o com carne vermelha ou carne de caça, tipo cervo ou veado, entre outras receitas nobres.

Para experimentar vinhos de corte, temos três sugestões. A primeira é o Vinho Unánime Mascota, da premiada vinícola argentina Mascota Vineyards. Composto por Cabernet Sauvignon, Malbec e Cabernet Franc, tem visual límpido, de brilho intenso rubi e com bordas atenuadas. Este vinho argentino é ideal para acompanhar carnes vermelhas grelhadas e ensopados.

A segunda sugestão é o Guerrieri Nero, um vinho italiano, safra 2018, feito de Sangiovese. Fica excelente com carnes vermelhas e churrasco. E, por fim, a última sugestão de vinho de corte é o Vinho Donna Olimpia Costa Toscana. Possui cor vermelho rubi profunda com tons roxos e as notas de frutas vermelhas, chocolate e alcaçuz, torna o rótulo ainda mais especial. Acompanha muito bem pastas e carnes.

Que tal escolher um de cada tipo e saborear suas particularidades?