Você também adora um vinho rosé? Então confira o conteúdo especial que elaboramos com muita informação, curiosidades e sugestões de harmonização.

Como o vinho rosé é elaborado

Geralmente feito a partir de uvas tintas, o vinho rosé – ou vinho rosado – ganhou esse nome devido a sua coloração que pode vir a ser desde um rosa pálido, passando pelo rosa escuro, tendo até nuances de laranja ou vermelho. Consumido em larga escala em países como França, Espanha e Portugal, tem ganhado cada vez mais apreciadores brasileiros, e as razões são inúmeras! Mas antes de falar sobre elas, especificamente, gostaríamos de contar um pouco sobre como se dá a produção de um vinho rosé.

Um enólogo pode usar uma das três técnicas existentes: maceração, corte ou sangria. Em termos de semelhança, o vinho rosé remete ao vinho tinto, pela presença de pequenas quantidades de antocianinas e taninos; e quanto ao vinho branco é pelo frescor, além das técnicas de vinificação. É a diversidade das técnicas de vinificação que torna a definição do vinho rosé bastante difícil, num sentido mais preciso. É por isso que ele normalmente – e popularmente – ele é descrito como um vinho intermediário entre os vinhos tintos e vinhos brancos. Bom, agora vejamos como funciona cada uma das técnicas.

Maceração

A técnica da maceração consiste no amassar das partes sólidas das uvas sem abrir mão do suco da película da fruta, que é chamada de mosto. No vinho rosé, chega-se à coloração desejada de forma mais rápida – se compararmos com a do vinho tinto. Na técnica da maceração, a fermentação ocorre depois, sempre em baixas temperaturas.

Corte

Por sua vez, essa técnica de elaboração de vinho rosé, conhecida também como blend, é uma maneira mais cautelosa de produção, uma vez que consiste na mistura do vinho tinto com o vinho branco. Uma mistura, curiosamente, que já sustentou muito preconceito entre os especialistas. Contamos isso logo mais abaixo!

Sangria:

Enfim, a técnica sangria consiste numa drenagem que é realizada durante a maceração. Neste caso, apenas 10% do líquido drenado gera o vinho tinto – e a parte mais clara, e também menos concentrada, é conduzida para a fermentação do vinho rosé.

Vinho rosé combina com o quê?

Agora vamos apresentar dicas de harmonização e como você pode saborear muito mais e melhor o vinho rosé!

Acidez do vinho rosé e suas particularidades

Um dos traços mais marcantes do vinho rosé é sua acidez. Literalmente, é um vinho que dá água na boca, uma vez que proporciona mais salivação. Essa acidez é resultado de diversos fatores: solo, clima, tipo de uva, ponto de maturação, entre outros. Outro motivo é porque as uvas são colhidas mais rápido.

Pratos que harmonizam perfeitamente 

Justamente devido a essa acidez, o vinho rosé harmoniza muito bem com pratos com molho de tomate: pastas ao sugo, pizzas – por exemplo, pizza de rúcula com tomate seco ou de atum – ou mesmo carnes brancas como frango assado ou grelhado, além de saladas.

Já quanto às carnes vermelhas, principalmente as bem temperadas ficam excelentes com vinho rosé. Pode apostar, neste caso, nas receitas mexicanas. Por fim, frutos do mar com vinho rosé compõem o clássico dos clássicos da harmonização: camarões, lulas, paellas e até acarajés. E, claro, também é uma excelente opção para acompanhar receitas de peixes: assados, grelhados, ensopados e até sushis e sashimis.

Para aqueles dias em que a praticidade deve ser a palavra de ordem, o vinho rosé pode acompanhar uma tábua de frios. Na pressa para receber amigos, por exemplo, selecione algumas azeitonas, queijos muçarela e gorgonzola, presunto parma, amendoim, castanhas e até batata frita ou queijos empanados. Sentiu água na boca? Esse é o poder de um vinho rosé!

Análise do sommelier

Você também quer aprender como reconhecer um bom vinho rosé, além de conseguir identificar suas propriedades? Veja só, de maneira simples, como os especialistas avaliam os rótulos.

Análise visual

Já reparou que muitas pessoas ficam olhando dentro da taça, notando a cor do vinho? Conhecida como análise visual, o apreciador observa as nuances da bebida, verificando se é intensa, brilhante, transparente etc. O bacana dessa análise é que ela não requer habilidade, basta se entregar ao momento e contemplar as cores. Com o tempo, saberá identificar os diversos tons.

Análise olfativa

Já a análise do olfato é um pouquinho mais complexa. Consiste em saber reconhecer os aromas contidos naquele rótulo – e podem ser mais de 10 mil! Esses aromas também são resultado de muitos detalhes, como o tipo das uvas e até do contato com o ar, porque o oxigênio aprimora a liberação dos aromas. Já reparou também que muitas pessoas giram a taça de uma maneira um tanto delicada? Isso é feito justamente para oxigenar a bebida.

Degustação

Essa também é uma etapa que você já deve ter visto por aí. Quando se toma um gole sem pressa, é possível sentir todos os estímulos. É nessa hora que se percebe a acidez, as notas, o doce, a densidade, entre outras peculiaridades.

Preconceito entre os enólogos

Antes de cair no gosto popular, pelo menos entre os enólogos o vinho rosé tinha má fama. A cisma inicial era justamente porque o rosado é uma mistura entre o vinho branco e o vinho tinto. No início de sua produção, a ideia era que fosse apenas um vinho adocicado e gaseificado, com a finalidade de acompanhar pratos simples. A produção, no entanto, foi se sofisticando, e hoje existem rótulos leves, mas também complexos e versáteis. Logo, vinho rosé pode acompanhar receitas mais elaboradas.

Indicações de vinho rosé

Em nossa loja online, você encontra opções magníficas de vinho rosé. Por exemplo, o Vinho Asio Otus Rosé, que é uma opção fácil e descomplicada, um vinho com mais leveza e frescor, de cor rosa claro. Apresenta aromas delicados de frutas vermelhas como morangos e framboesas. Na boca se forma uma estrutura leve e muito delicado e com boa persistência e agradável final limpo. Aproveite para apreciá-lo com pratos frios como charcutaria, saladas e mariscos.

Outra sugestão é o chileno Vinho Santa Ema Select Terroir Reserva Rosé, um vinhos que pode ser consumido simplesmente sozinho, mas também tem estrutura para pratos da gastronomia, que no visual apresenta cor rosa claro brilhante. Nos aromas o destaque são as frutas vermelhas como morangos e cerejas, além das notas florais num segundo plano. Na boca é fresco e delicado, com textura elegante e persistência.

Já o Santa Ema Select Terroir Rosé é um rótulo equilibrado, macio e com final longo. Se aideia é preparar uma receita de peixe, pode apostar então! Pratos apimentados da culinária asiática ou tailandesa também ficam ótimos.

Já o francês Vinho Anaïs Côtes De Provence é excelente para embalar as noites de verão com aperitivos ou até mesmo pratos mais elaborados, esse belo vinho proveniente da Provence, região que é referência dos roses no mundo. No visual rosa claro, nos aromas ele demonstra muito equilíbrio entre frutas vermelhas e toranja, seguida de sutis notas de pêssego. Muito fresco em boca e com final longo persistente. Com ele, sirva petiscos, bruschettas ou frutos do mar.

Para finalizar, confiras nossas dicas para apreciar o vinho rosé com perfeição. Primeiro, cuide da temperatura. O vinho rosé se assemelha ao vinho branco nesse sentido. Mais consumido no verão, se o rótulo tiver maior teor de açúcar ficará mais saboroso se estiver entre 6 e 8 graus. Já as opções encorpadas, entre 12 e 14. Para servir, se o vinho rosé for ligeiro, use taças altas e estreitas. Se for mais intenso, pode ser em taças de vinho branco com abertura mediana.

Agora que você já sabe mais do assunto, é só adquirir de maneira fácil e rápida um de nossos rótulos e apreciar um saboroso vinho rosé.