Grandiosa, minimista, rústica ou moderna, cada ‘semideus’ tem particularidades na escolha na própria adega.

Ter uma adega particular é poder desfrutar de um espaço único, singular, personalizado, feito na medida certa para armazenar os rótulos prediletos dessa ‘bebida dos deuses’. A adega pode não ter surgido no Monte Olimpo, entretanto, é um ambiente que, sem dúvida, vai ser a testemunha ocular de momentos bem vividos, aqueles que merecem uma celebração dignas dos deuses.

Ao entrar ou abrir a própria adega é viver, é ter a sensação de escolher o exemplar na carta de vinhos que o restaurante oferece, quando na realidade todos os rótulos são exclusivos para um ‘semideus’: o dono da adega.

Cada vez mais os apaixonados por vinhos investem na própria adega. Essa praticidade deixou de ser algo exclusivo dos restaurantes finos – e dos deuses – para entrar nos lares. E convenhamos que existem diversas vantagens em montar um cantinho especialmente para armazenar as bebidas. 

Nesse cantinho exclusivo alguns fatores devem ser levados em consideração, como a climatização, layout, organização dos rótulos, estrutura resistente e incidência de luz solar ou artificial. O espaço pode ser grandioso, pode ser minimista, ter um toque rústico, ou ares da arte moderna, ser construído com base na marcenaria ou totalmente adepto a tecnologia. Cada ‘semideus’ sabe das próprias necessidades quando o assunto é vinho.

A ‘GRUTA PERFEITA’

Parece estranho, mas o espaço ideal precisa atender primeiro as necessidades da bebida e depois do dono da adega. O lugar escolhido deve ter baixa incidência de luz solar e artificial. O excesso de luminosidade pode desencadear alterações no aroma natural do vinho.

Para evitar a ação da luz, seja ela solar ou artificial, a maioria das garrafas de vinho são escuras. Mesmo com esse cuidado do fabricante, raios ultravioletas podem penetrar e promover alterações nas bebidas que estão nas garrafas mais escuras. Por isso, a adega deve sim estar em um local com baixa luminosidade.

A dica é escolher um ambiente da casa que atenda essas necessidades, por exemplo, ter um cômodo sem janelas: pode ser no porão, na despensa. Mas, caso não tenha um local assim, tente ousar da criatividade, talvez aquele espaço embaixo da escada, aquele cantinho na sala que tem menos luminosidade. Não deixe de ter sua adega por falta do espaço idealizado.

Adega em casa

O CLIMA IDEAL

Existem diversos modelos de adegas climatizadas que são um luxo, com designer que combinam com ambientes rústicos e modernos. Sem dúvida, algum modelo vai encaixar no espaço reservado para aquele modelo mais que especial.

Se a adega não for um espaço climatizado, antes da degustação da bebida, basta colocar a garrafa em um balde com gelo, ou na geladeira, por algum tempo, para que atinja a temperatura adequada ao paladar. Vale lembrar que isso varia de acordo com a preferência de cada um. 

ESTRUTURA INABALÁVEL

A estrutura da adega pode ser de madeira ou metal. As variações de material vão interferir mais em relação ao espaço escolhido, propriamente a decoração do ambiente, afinal, mesmo se a adega for em um espaço mais reservado, vai ter alguma ocasião que você poderá levar um convidado para ajudar a escolher o vinho especial para aquela data.

Essa estrutura deve ter baixo, ou melhor, risco zero de movimentação, sem exposição a situações de trepidação. Ou seja, a estrutura tem que ser inabalável, pois é o que sustenta as garrafas de vidro, cada uma com sua história, com um tipo de uva, com um processo de fabricação, prontas para fazerem parte da história do dono da adega. Afinal, ninguém quer correr o risco de perder uma garrafa da ‘bebida dos deuses’ por acidente.

UMA ‘ADEGA ECLÉTICA’

Com o lugar definido e o espaço pronto vem a melhor parte: ‘rechear’ a adega. A escolha dos rótulos é algo muito particular. O paladar, o local de cultivo da uva, o tempo de colheita, a produção, todos esses são fatores que envolvem o sabor do vinho e, consequentemente, sua escolha.

Ter uma ‘adega eclética’ é a melhor opção para agradar o paladar dos convidados. Isso envolve estar preparado para qualquer situação, seja um jantar romântico, um brinde a nova conquista, um happy hour entre amigos. 

O ideal é escolher rótulos variados, com exemplares versáteis. Uma adega multifuncional deve conter ao menos uma garrafa de exemplar de vinho tinto encorpado, tinto leve, tinto médio, rosé, branco encorpado, branco leve e espumante.

A escolha também pode variar de acordo com a estação, ou seja, colocar na adega os rótulos que facilmente harmonizam com os pratos mais degustados no inverno e no verão. Para mais dicas sobre vinhos para colocar em sua adega confira o artigo ‘Winter is Here: Três Motivos para Abastecer sua Adega Neste Inverno’

UM TESOURO NA GRUTA

Um dos primeiros relatos sobre o armazenamento da ‘bebida dos deuses’ foi em uma gruta – localizada em Tel Kabri, um sítio arqueológico de Israel. Naquele espaço foi encontrado um verdadeiro tesouro com seis mil anos, segundos os estudiosos. As análises das bebidas encontradas naquela gruta apontaram vestígios de dois ácidos presente em vinhos. 

A ideia de armazenar os rótulos prediletos ganha cada vez mais adeptos. Essas ‘grutas’ mudam de acordo com a necessidade dos donos. As adegas evoluíram para garantir a melhor conservação dos vinhos, a tecnologia traz sofisticação e praticidade para esses ambientes, contudo, a essência continua a mesma: ter acesso a ‘bebida dos deuses’ de maneira prática, com exclusividade e ter a certeza de que ‘meros mortais’ também merecem degustar essa bebida.

Te damos uma mãozinha para começar a compor sua adega, confira as promoções da semana na Lovino.

Abra uma garrafa de vinho. Pode ser um Jaume Serra, afinal iremos desvendar o grupo do qual essa marcas faz parte. Sirva a sua taça e se aconchegue confortavelmente para desfrutar do seu vinho e da história que iremos te contar sobre a melhor vinícola do mundo na categoria com mais de 500 hectares: a García Carrión.

Como já pôde perceber nosso destino é a Espanha. Aproveitamos para fazer uma viagem no tempo, exatamente, para 1890. Para te localizar nessa época, aqui, o Brasil ainda era império governado por Dom Pedro II. Mas, enfim, foi naquele ano, no sudeste espanhol, mais precisamente em Jumilla, que José García-Carrión, o bisavô do atual presidente da empresa, construiu uma adega de dimensões importantes para época.

Garcia Carrion 1890

Porém, conta-se que a tradição agrícola da família Carrión remonta há vários séculos. Tanto que antes da fundação da empresa, em 1870, a família começou a vender vinho em Múrcia, Cartagena, Lorca e algumas cidades da província de Almeria. Para se ter uma ideia de como eram feitas essas vendas: eles transportaram vinho em barris de madeira. 

Mas, apesar desse transporte ainda medieval, era um momento de boas oportunidades de negócios. Foi por isso que a empresa foi fundada. Afinal, a praga da filoxera assolou vinhas da Europa e a exportação de vinho para a França se tornou um nicho importante para a García Carrión.

A partir de então, a empresa teve que enfrentar adversidades, principalmente a Guerra Civil espanhola, mas que não conseguiu atrapalhar o desenvolvimento da vinícola. Dessa forma, com a experiência e a paixão pelo cultivo de videiras passadas por gerações, as fazendas continuaram a crescer. E com a transmissão de práticas culturais, ao longo dos anos, foi possível produzir vinhos com qualidade sem igual que podem ser apreciados por admiradores da boa bebida no mundo todo.  

Atualmente, a empresa é genuinamente familiar e está sob o comando de José García-Carrión Jordán, que aprendeu o ofício com o pai e o avô e ingressou na empresa em 1968, aos 19 anos.  Em uma entrevista recente, ele afirmou que o mérito da empresa se deve aos anos de história e que a empresa segue uma filosofia baseada em conhecimento, qualidade, desenvolvimento e entusiasmo. “Com esforço, tudo é possível”, disse. 

Pois é assim que a García Carrión chega a 2020. Colhendo o fruto do trabalho de séculos. É líder absoluta nos mercados de vinhos e também de sucos e as atividades da empresa se estendem a mais de 150 países nos cinco continentes. A García Carrión possui uma infinidade de marcas próprias de diferentes origens.

Afinal, uma das características da empresa é incorporar marcas de prestígio. É o caso da Bodega Jaume Serra – localizada em Villanueva e Geltrú (Barcelona) -, com a qual inaugurou o projeto Vinos de Familia García-Carrión, com o objetivo de agrupar diferentes denominações de origem (DO). A compra incluiu o escritório de vendas em Sacramento (Califórnia), que desde 1989 vende Jaume Serra cava sob a marca Cristalino. 

O catálogo de vinhos da García Carrión ainda abrange a Bodega Viña Arnaiz (Burgos), com DO Ribera del Duero; a vinícola JGC La Mancha em Daimiel, uma instalação de mais de 120.000 metros quadrados, incluindo uma fábrica de sucos, onde produz, entre outros, vinhos com DO La Mancha. Ainda conta com a vinícola Marqués de Carrión em La Rioja. 

E, claro, não podíamos deixar de citar a vinícola Los Llanos, que possui uma das maiores cavernas da Espanha, com capacidade para 30.000 barris. A incorporação dessa vinícola envolveu a aquisição das marcas Cumbre de Gredos, Señorío de los Llanos e Pata Negra. 

Dessa maneira, em muitos altos e baixos, a história da García Carrión é contada, sempre ressaltando o esforço, o amor e a dedicação com que elaboram os vinhos. É a tradição que tomamos em cada taça. É isso que esperamos que esteja fazendo nesse momento. Se não estiver, dá uma passada na nossa loja online, Lovino, e escolha um dos rótulos que trouxemos diretamente da García Carrión!