Por algum motivo existe a máxima de que, para vinhos, quanto mais velho melhor. Hoje nós vamos conversar sobre isso e analisarmos o que existe de verdade ou de boato nessa afirmação.

Para elaborarmos melhor a nossa conversa, é preciso, em primeiro lugar, eliminar algumas lendas que são espalhadas quase automaticamente. E a primeira delas diz justamente sobre os vinhos antigos e a sua qualidade superior.

Em resumo, um vinho não é melhor apenas por ser mais velho. Na verdade, a grande maioria dos vinhos deve ser consumida em um período máximo de 5 anos – o que não é um número alto se comparado aos vinhos de guarda – vamos falar deles adiante.

Portanto, apenas afirmar que um vinho por ser velho é superior a outro vinho está errado. Acompanhe a nossa explicação e aprenda a reconhecer quando um vinho precisa ser maturado ou não, desse modo você espantará de uma vez por todas as dúvidas na hora de analisar o tempo de vida de um vinho. Boa leitura!

A vida dos vinhos

Vinhos não são produtos fáceis de serem analisados. É preciso ter consciência de que um vinho – seja ele de qualidade superior ou mesmo um vinho simples – se trata na verdade de um produto orgânico que sofre estágios de maturação.

Um vinho nasce, ou seja, é produzido. Evoluí, o enólogo incorpora ao vinho substancias e misturas que serão responsáveis por transformações na composição química do vinho. Depois ele chega ao seu estado de maturação, quando está em suas condições mais favoráveis para consumo. E por fim ele morre. Dizemos que um vinho está morto quando perde características fundamentais de odor e paladar.

Vinhos com ciclo de vida de 0 até 5 anos, são considerados vinhos normais ou simples. Já os vinhos que possuem um ciclo que varia entre 5 anos até décadas, são os vinhos complexos, denominados vinhos de guarda. Um exemplo é o vinho IL Palazzo Chianti Riserva.

Os vinhos de guarda são melhores?

É desaconselhável analisar um vinho pelo juízo de valor e separá-los entre melhores ou piores. É evidente que alguns vinhos serão mais indicados para determinadas circunstâncias ou outros vinhos possam ser feitos por marcas mais simples e não possuírem a qualidade desejada.

Contudo, é sempre bom salientar que os vinhos de guarda são dotados de camadas e nuances que não são atingidas pelos vinhos de consumo rápido. Para os paladares mais exigentes, nada substituí um bom vinho do Porto.

Posso guardar o meu vinho?

Talvez você esteja se perguntando se o vinho que você tem em casa pode ser guardado ou se ele perderá o sabor. Muitas vezes ganhamos um vinho de presente ou compramos ele em viagens e não sabemos se ele se trata de um vinho de guarda ou não.

Vamos dar algumas dicas de como saber se o seu vinho possuí um ciclo de vida longo. Procure no rótulo ou entre em contato com o produtor para saber se o seu vinho é rico nos seguintes aspectos:

  • Álcool: vinhos com teor alcoólico maiores tendem a ter mais anos até a sua maturação.
  • Açúcar: o mesmo é válido para os vinhos com taxas elevadas de açúcar.
  • Tanino: é a principal substância das uvas. Está presente nas cascas e nas sementes. Encontrados em maior quantidade normalmente, porém não somente, em vinhos italianos. O tanino, quando muito potente, é responsável pela sensação de secura na boca.

Vale salientar que apenas o alto teor dessas substâncias não garante que a vida do seu vinho seja longeva. É muito importante ter especial atenção ao armazenamento do vinho. E lembre-se, se o vinho for aberto, é aconselhável que o seu consumo seja feito em no máximo 3 dias.

Caso tenha ficado com alguma dúvida, entre em contato conosco, estamos sempre disponíveis para conversar e trocar experiências. Também não deixe de seguir as nossas publicações, procuramos trazer as melhores informações sobre o universo dos vinhos e as suas especificidades. Obrigado!