Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir são apenas algumas castas do magnífico império das uvas. Casta é nome dado para a variedade de uva. Isso mostra como cada uma delas é única em sua linhagem, afinal, para manter o reinado é preciso cultivar suas particularidades.

No mundo, para a sorte dos amantes da bebida, existem diversas variedades de videiras capazes de compor os mais variados tipos de vinho. A casta, o clima, o solo, a maturação, entre outros segredos, envolvem o produto final, aquele que aguça o paladar e integra a coleção de boas lembranças do momentos em que ele reina no brinde.

Em sua elaboração, os vinhos podem conter diferentes castas. Tintas, brancas ou rosadas, todas elas têm seus encantos. Algumas com películas delicadas, outras grossas e de presença; com muitos engaços, com poucos engaços; amargas e ácidas ou extremamente adocicadas, cada casta é uma casta e tem representativa no porte do vinho que produz.

A FINA: VITIS VINIFERA

No fantástico universo das uvas, para ser considerado um vinho fino, a uva precisa pertencer à espécie Vitis Vinifera. A origem dessa espécie iniciou-se na Europa, para ser mais preciso no Mediterrâneo. Foi nessa região – com seu desenvolvimento provindo de diversas civilizações – que nasceu o ‘berço’ do vinho. 

Como isso aconteceu com exatidão, nenhum estudo conseguiu definir ou explicar. As lendas e os fatos verídicos se misturam e o importante é que, de lá para cá, o vinho tem ficado cada vez melhor.

Existem registros de mais de cinco mil tipos de uvas da espécie Vitis Vinifera reconhecidas. Desse total, aproximadamente, 4.020 possuem registros junto à Organização Internacional da Vinha e Vinho (OIV). Somente em Portugal, os registros são de mais de 340 variedades. O país europeu está entre os mais ricos; no mesmo reinado está a imponente Itália. 

Ao ganhar o mundo dos vinhos, a espécie Vitis Vinifera pertence a todas as castas que, atualmente, encontramos descritas nos rótulos das mais variadas garrafas desta bebida. 

AS CASTAS E SUAS PECULIARIDADES

As diferenças entre uma espécie e outra vão muito além da cor dos frutos. As castas apresentam diferenciação morfológicas, por suas características enológicas, ou também pela finalidade comercial

Os aspectos morfológicos envolvem os frutos, as folhas, as raízes, os ramos, ou seja, todos os elementos/partes da planta; cada um desses aspectos tende a ser diferente de uma casta para outra. Essas variações instigaram a curiosidade dos ampelógrafos – a ampelografia é a disciplina que estuda as características das castas – que realizaram diversos estudos.

Em relação às finalidades comerciais, existem videiras cultivadas para atender diversas necessidades do comércio. Há aqueles que suas produções são voltadas à produção de vinho, uvas para a mesa, uvas para porta-enxerto. Também é possível encontrar castas exclusivas da produção de destilados; aquelas que são destinadas a produção de vinhos e são atacadas por ‘podridão nobre’; para vinhos mais encorpados ou fortificados; aquelas que de adaptam com mais facilidade a um vinho com fermentação em barrica; entre outras castas voltadas a elaboração de espumantes.

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AS CASTAS SÃO ESCOLHIDAS

Atualmente, diante dos avanços da tecnologia – que também chegou na viticultura – o conhecimento científico e a evolução da enologia, o cenário tem apresentado novos horizontes dentro do setor do vinho, por isso, a escolha das castas nem sempre seguem todas as regulamentações comunitárias em vigor.

A escolha envolve critérios além dos parâmetros climáticos e geográficos do solo do vinhedo, como o mercado. Com essas dinâmicas de trabalho, países do Mediterrâneo, com o passar do tempo, têm atingido conquistas como fazer com que novos vinhos passem a ser reconhecidos e apreciados de maneira rápida.

As castas são indicadas para a elaboração de cada tipo de vinho. Entre as semelhanças que envolvem os outros setores, questões climáticas são variáveis, por exemplo, de um dia para o outro o local pode não ter a mesma perspectiva de colheita.

Locais com ‘vinhedos clássicos’ já vivem a concorrência com outras regiões que pouco tempo atrás nem eram conhecidas. Além disso, as castas nobres têm sido ultrapassadas em alguns quesitos por outras vivas que não têm o mesmo prestígio em comparação das espécies.

OS REFLEXOS NOS VINHOS

As castas integram os critérios de qualidade do vinho. Diante das condições climáticas e do solo e contar com as características morfológicas e fisiológicas das castas é possível saber se ela está apta para fazer determinado vinho. Como exemplo, encontramos castas de maturação precoce que irão produzir facilmente vinhos capitosos, ou as castas de maturação tardia que tendem a ter ser mais propensas a elaboração de vinhos pouco encorpados e ácidos, entre outras castas.

Nesse mundo dos vinhedos também existem diversas castas – com sabor característico – que possibilitam sua identificação na degustação do vinho que são a base de elaboração ou na prova do fruto. Em relação às castas nobres, elas irão produzir vinhos de qualidade elevada, diferente do que acontece com castas com menos pedigree não conseguem produzir vinhos com o mesmo padrão de qualidade.

CASTAS AUTÓCTONES E CASTAS INTERNACIONAIS

As castas consideradas autóctones são as uvas originárias de um determinado território e, nesse local, elas se desenvolveram em plenitude. Elas também são conhecidas como uvas regionais. 

Esse tipo de casta pode ter dificuldade em conseguir se desenvolver fora do seu habitat de origem. Contudo, alguns tipos de uva apresentam interessantes condições de adaptação e essa facilidade gera a possibilidade de que o cultivo acontece em outras regiões que não são seu local de origem. Essas diferenciações fazem com que as uvas ganhem o status de Castas Internacionais.

Entre as principais Castas Internacionais é possível citar a: Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Carmenère, Merlot, Syrah, Sauvignon Blanc e Malbec. Já as Castas Autóctones, mas que também são plantadas em outros solos são: Moscatel Ottonel da Áustria, Bonarda e Nebbiolo da Itália, Touriga Nacional de Portugal, entre outras.

CASTA FAVORITA

Com o tempo, a degustação, a apreciação dos tipos de vinhos, o aprendizado e o treino do paladar para identificar sabores vai deixando os encantos do mundo dos vinhos ganhar mais motivos para apostar em novas experiências. Descobrir qual a casta responsável pela elaboração do vinho predileto é apenas uma questão de provar as deliciosas sensações que cada taça de vinho proporciona.

Nós da Lovino podemos te ajudar com isso, com grande diversidade de vinhos elaborados com as mais diferentes uvas para você apreciar.